queda capilar
Queda de cabelo ou calvície: qual é a diferença?
31/07/2026

Perder fios todos os dias é normal. O couro cabeludo tem em média 100 mil fios,
e cada um segue um ciclo próprio de crescimento, repouso e queda. O que muda de
pessoa para pessoa é o quanto essa queda se mantém equilibrada com o nascimento
de fios novos.
Queda: o fio cai, mas volta a nascer
Chamamos de eflúvio o aumento temporário da queda. Ele costuma ter um gatilho
identificável — estresse importante, cirurgia, febre alta, parto, perda de peso
rápida, deficiência de ferro ou alteração da tireoide — e aparece semanas ou até
meses depois do evento. Nesse quadro, a densidade tende a se recuperar quando a
causa é tratada.
Calvície: o fio afina e deixa de nascer
Na alopecia androgenética, o que acontece é diferente: o folículo vai
miniaturizando ao longo do tempo. O fio nasce cada vez mais fino, mais curto e
mais claro, até parar de nascer. É um processo progressivo, com forte componente
genético, e costuma seguir um padrão — entradas e topo da cabeça nos homens,
alargamento da risca nas mulheres.
Sinais que merecem avaliação
- a risca do cabelo parece mais larga do que era;
- o rabo de cavalo ficou visivelmente mais fino;
- queda intensa por mais de três meses;
- falhas localizadas, coceira, descamação ou dor no couro cabeludo;
- fios muito finos e curtos misturados aos normais.
Como a consulta esclarece
A avaliação combina a história clínica, o exame do couro cabeludo — muitas
vezes com tricoscopia, que amplia a imagem dos fios e dos folículos — e, quando
necessário, exames de sangue. É esse conjunto que diferencia uma queda temporária
de um quadro progressivo e define a conduta.
Quanto antes o folículo é avaliado, maiores as chances de preservar o que ainda
está ativo. Por isso a investigação precoce faz diferença.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Cada caso precisa de avaliação individual.